sábado, 27 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008



Entre altos e baixos que tivemos esse ano, é difícil eleger qual se destacou mais: se foram os problemas que surgiram ou as vitórias que colhemos.

Este foi o ano que a China se revelou para o mundo como sendo uma potência do esporte. Mais de 5 mil voluntários somente na noite de abertura dos Jogos Olímpicos e muitos outros para dar suporte ao evento que paralisou o mundo e mudou completamente nosso fuso horário. De lá, voltaram heróis do esporte como Mauren Maggi, as meninas do vôlei de quadra, do futebol, do judô, César Cielo com uma das mais esperadas medalhas do ano, os rapazes do vôlei de quadra. Enfim, foram muitos que nos deram orgulho.

Mas, ao mesmo tempo que chorávamos de orgulho, derramamos lágrimas de tristeza. Os ataques que ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina por policiais à humildes civis chocaram o país. Inocente tiveram que perder suas vidas para mostrar ao país o quão precário anda nosso sistema. A segurança pública, que deveria nos dar a sensação de conforto e paz, agora é mais uma preocupação no cotidiano. Despreparada, desorientada e sem nenhuma instrução, eles simplesmente destroem tudo o que conseguem por a mão, leia-se arma.

E a nossa política?! Nunca descobrimos tantos esquemas quando esse ano, que é uma sequência ainda maior do que vinha acontecendo em 2007. Prisões e cassações? Nenhuma! Realmente, tudo nesse país vira pizza. E que cheirinho! A medida que novas pessoas entram na PF e tentam mudar um pouco nossa realidade, os antigos e velhos aproveitadores dificultam tudo, pelo bem da própria pele. Nosso presidente com certeza viajou mais esse ano do que esteve no próprio país. As eleições municipais deram novas esperanças ao povo brasileiro, mas em alguns lugares o conformismo se instalou, revelando que ou não se liga muito para o país ou falta educação para a população aprender a votar direito.

No sul do país a natureza se enfureceu. Litros e litros de água inundaram cidades nos interiores de Minas e Santa Catarina. Como isso veio a acontecer? O clima certamente não vem ajudando bastante.

Fora do país, más notícias. A crise financeira dos EUA se espalha pelo mundo. As bolsas de valores de Londres, Paris, Tóquio e Hong Kong sofrem com os problemas dos países do primeiro mundo. Como se não bastasse no setor imobiliário, agora está entrando no automobilístico. Os americanos estão comprando menos carros. As casas estão sendo abandonadas. As compras estão perdendo o pique, mesmo em época de Natal. Muitos andam dizendo que seria o fim da era capitalista, como previa Marx e Engels. Mas, não poderia ser somente uma crisezinha que nem aquela de 1929 só que 5 vezes pior?!

Em compensação, o Brasil tem se dado bem na economia, apesar da inflação, o dólar está subindo e isso significa maior atenção para o mercado interno. O único problema são as peças importadas pra manufatura, que aumentam o preço do produto assim mesmo. Fora isso, as safras foram grandes, as fábricas vendem como nunca e o desemprego diminuiu.

É, quem diria que em um ano acontecesse tanta coisa, muitas das quais não citei por questão de espaço e tempo limitado. O mundo e o tempo se encolhem cada vez mais, mas faz parte de nossa obrigação trabalhar e batalhar para que esse processo ocorra com paz, alegria, honestidade e justiça. Não podemos simplesmente sentar e dobrar os braços. Estabelecer metas para alcançar um objetivo comum é, sem dúvida, algo que poderemos abraçar em 2009.

Feliz Ano-Novo! E que tenhamos em mente aquilo que precisamos e, acima de tudo, o que o mundo precisa para termos o que amamos.

Abraços fortes e apertadinhos!

AngelinaCosta.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Rio de Janeiro - Dez, 2008

Minha última viagem de lazer foi o Rio de Janeiro. Passei somente três dias lá, mas deu pra conhecer maior parte das "atrações" turísticas. Infelizmente visitei a Cidade Maravilhosa numa de suas piores épocas do ano, quando tudo fica sob neblina e a chuva ameaça cair a qualquer momento, porém, não foi nada que escondesse sua beleza natural e revelasse que é única em muitos sentidos.

Como chegamos bem cedo (eu e meu pai), só deixamos nossas malas no hotel em fomos curtir o que dava. Tentamos ir na Confeitaria Colombo, mas estava fechada, então nosso motorista Vieira soltou: "porque vocês não sobem no bondinho de Santa Teresa? É um bom passeio". E, realmente, ele não estava mentindo. Entre sobes e... sobes do morro vemos várias casinhas que parecem ser bem antigas, mas bem cuidadas. Nessa parte temos a impressão de estar voltando no tempo e vendo o que pessoas viram quando essa cidade começou a ganhar fama de Cidade Maravilhosa, a qual nunca perdeu. Quando voltamos, a Confeitaria estava aberta e partimos pra comer, porque ninguém é de ferro.
Após isso, batemos pernas no Centro. Encontramos uma mega-store da Saraiva (e nos acabamos lá), o Centro Cultural Banco do Brasil e, por último, a Igreja da Candelária (aquela mesma da chacina, há alguns anos atrás). E agora? Porque não o Cristo? Pô, mas o clima tá ruim... Não tem problema. E fomos...
Isso foi o que conseguimos enxergar:
Não comento nada sobre ver a cidade.
De noite rolou o Porcão. Aliás, tenho uma teoria: tenho CERTEZA que eles colocam aquela carne de molho no amaciante ¬¬.
Meu segundo dia foi completamente solitário. Enquanto meu pai partiu pro seu objetivo de viagem (não, ele não foi somente visitar o Rio; estava a trabalho), fiquei rondando pela praia de Ipanema, onde aliás, fiquei hospedada (em frente ao Posto 9). Cheguei até o Arpoador e voltei. Resolvi caminhar pelas ruas. Descobri váááárias bacanas, com lojas que curto. O último lugar que parei foi o Shopping Leblon, onde sentei pra curtir um Frapuccino no Starbucks e escrever no meu "diário de bordo". Quando meu pai chegou pra me buscar, passeamos mais um pouco, e ele ficou cantando várias músicas com ruas que a gente encontrava... Jantamos uma pizzaria chamada Capricciosa que, de acordo com a Vejinha Rio, tinha a melhor pizza da cidade. Não mentiram, era boa mesmo!

No terceiro e último dia fomos ver o que nos interessava na parte de esporte. Fomos atéééééé o Maracanã e eu consegui entender o que me diziam o quanto aquilo ali deveria ser emocionante lotado (apesar de estar completamente vazio). Mas o estádio está nas últimas, totalmente desatualizado e ninguém quer meter o dedo pra ajeitar aquilo. Uma pena. E, falando em ajeitar, a Madonna estragou o gramado do lugar. O problema vai ser pra consertar, né...
Dali fomo ver o clube de um certo time da Gávea. TINHA que passar por lá, né?! Dizer que visitei. Mas, assim como me senti em relação à estrutura do Maraca, achei que aquilo ali tá deplorável. Deviam passar pelo menos um polimento nos quinze mil troféus que tem lá! Pelo menos ganhei meu presente de natal xD
Saímos e fomos almoçar no Shopping Leblon (sim, fomos lá de novo). Comemos no Ráscal. Ai, que saudades daquela pizza...
Bem, foi daí pro hotel, do hotel pro Galeão e do Galeão pro Eduardo Gomes. Uma viagem curta, mas com muito conhecimento.

O Rio é assim: uma cidade que nunca vai se encontrar em canto algum. É de uma topografia estranha, que eu nunca vi na vida! Me lembrei que quando li Benjamin, do Chico Buarque, não conseguia imaginar o local onde o personagem morava. Hoje entendo porque isso não dava muito certo.
A cidade é cheia de pessoas bonitas e descontraídas. É alegre mesmo em tempos ruins. Não é à toa que muitos artistas que vieram ao Brasil amaram o lugar. Aliás, não é por acaso que os turistas só ouvem falar do Rio. É, o Rio de Janeiro continua lindo e eu vou, com certeza, voltar lá mais vezes.

Abraços,

AngelinaCosta.

Ps.: esse post tô dedicando ao Ricardo, que sempre me encheu o saco pra visitar o Rio e me fez a cabeça de que lá era um lugar legal. Realmente, querido, você não me enganou! IAEUHAEIUHAE. Beijão!